A Associação Catarinense dos Produtores de Alho (ACAPA) reuniu-se com o Governo Estadual para solicitar fiscalização rigorosa contra o contrabando na fronteira e prorrogação de custeios.
O presidente da Associação Catarinense dos Produtores de Alho (ACAPA), Everson Tagliari, se reuniu com representantes do Governo Estadual para discutir a adoção de medidas de fiscalização contra o contrabando de alho na fronteira catarinense. Na oportunidade, o presidente solicitou a prorrogação dos custeios de financiamento dos agricultores.
A audiência, conduzida pelo presidente da Câmara Setorial, Itamir Gasparini, contou ainda com a participação de representantes da indústria de polpa do alho e empacotamento, da superintendente do MAPA, da CIDASC, do secretário de agricultura de Curitibanos e do vice-prefeito de Lontras (SC), Rubens dos Santos.
Fiscalização de Fronteira
Os produtores reivindicaram maior fiscalização nas fronteiras e o cumprimento da portaria 242, assim como o combate ao contrabando de alho do exterior. O produto chega ao país em sacões e sem nenhum padrão de classificação, o que derruba os preços e dificulta a produção catarinense.
Rastreabilidade e Qualidade
Além do reforço na fiscalização, os produtores propuseram a rastreabilidade do alho importado, exigindo padrões de qualidade, rotulagem e origem, tal como acontece com o alho produzido no Brasil.
Uma forma proposta pelos produtores é que o alho nesta safra seja vendido em pacotes fechados, e não por quilo como de costume. “O alho brasileiro pode ser armazenado por muito tempo dessa maneira, diferente do alho argentino que só dura 2 a 3 dias nessas condições”, afirmou o presidente da ACAPA.
