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Workshop apresentará os primeiros resultados de ações de prevenção contra a podridão branca

14 de fevereiro de 2017

Os produtores de alho e cebola conhecem bem o perigo que ronda as suas lavouras quando detectada a presença do fungo de solo Sclerotium cepivorum, agente causal da doença conhecida como podridão branca. O reconhecimento da sua importância e as alternativas buscadas, relacionadas às perspectivas quantos aos resultados para o seu manejo, serão discutidas durante o II Workshop de Podridão Branca em Alho e Cebola, que acontece na Embrapa Hortaliças (Brasília-DF), nos dias sete e oito de março.

Assim como o primeiro workshop realizado em 2016, o próximo evento também faz parte das atividades inscritas no projeto “Controle biológico e manejo integrado de Sclerotium cepivorum em cebola e alho no Brasil: abordagem baseada na caracterização de populações do patógeno e seus agentes de controle”, liderado pelo pesquisador Valdir Lourenço Júnior. “Neste workshop, vamos apresentar os resultados parciais obtidos até agora a partir da caracterização do fungo, seleção de agentes de controle biológico em laboratório e reação de genótipos de cebola e alho à podridão branca em condições de campo na estação experimental da Cooperativa Agropecuária do Alto Paranaíba – Coopadap, em Rio Parnaíba, MG,”, informa o pesquisador.

 A área naturalmente infestada pelo fungo verificada naquele local facilitou, segundo ele, a condução do experimento de reação de genótipos de alho e cebola à doença. Além disso, outro experimento foi conduzido com o objetivo de avaliar os efeitos da aplicação de compostos orgânicos no solo para o manejo da podridão branca na cebola.

iiWORKSHOP

Sinais promissores

Em meio aos registros relacionados aos experimentos, foram observadas perspectivas promissoras tanto para o cultivo de cebola como de alho. De acordo com as primeiras avaliações no campo, identificou-se diferenças na suscetibilidade em alguns materiais. Nesse caso, de acordo com o pesquisador, será conduzido outro experimento de campo para verificar se há genótipos de alho e cebola com resistência parcial ou tolerância à podridão branca. 

 “Por enquanto, devemos ter cautela, já que nos trabalhos de pesquisa os resultados só podem ser confirmados após a repetição dos experimentos”, sublinha o agrônomo, para quem o workshop será a ocasião propícia para discutir as atividades de pesquisa, avaliar os resultados parciais e compartilhar experiências no manejo da podridão branca.

Ao resumir suas anotações, Valdir acentua que frente ao tamanho do desafio, com a confirmação desses resultados espera-se que os produtores de cebola e de alho possam conviver com a doença a partir da adoção de medidas integradas de controle. “Como erradicar é quase impossível, tendo em vista que é um fungo habitante do solo, o que temos em perspectiva é o manejo integrado da doença”.

As atividades relacionadas ao projeto têm as Unidades da Embrapa – Hortaliças e Recursos Genéticos e Biotecnologia –  como responsáveis, e parcerias com universidades, cooperativas, associações e empresas privadas.

 

Informações e inscrições: https://www.embrapa.br/hortalicas/workshoppb