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Espanha: Greve portuária atinge o setor do alho

06 de junho de 2017
almacen-ajos

A greve dos trabalhadores portuários, responsáveis pelas embarcações de mercadorias de importação e exportação em Castilla-La Mancha, na Espanha, põe em risco as operações comerciais fechadas para o início da safra, já que 70% da produção de alho da região é exportada para mercados internacionais.

“Durante o mês de Maio, as transações mais importantes são as realizadas com o mercado brasileiro e algumas estão paralisadas devido à greve nos portos”, afirmou o diretor da Associação Nacional de Produtores e Distribuidores de Alho, Luis Fernando Rubio.

Segundo Rubio, até agora é difícil quantificar as perdas que a greve pode deixar para o setor, mas a incerteza de embarcar o produto a tempo suficiente, influencia as operações atuais e futuras. O diretor da Associação estuda, ainda, formas alternativas para a saída do produto do país, que, de acordo com ele, implicará em um custo extra para o comerciante, entre 5 e 10%.

A greve portuária chega em um momento em que o setor encerra uma temporada de preços recordes e inicia outra safra com preços aceitáveis. Para Rubio, o desenvolvimento desta nova safra pode ser bom, desde que se siga uma boa competição estratégica com outros mercados e que os produtores apostem na qualidade do produto como diferenciação.

Greve nacional preocupa empresas exportadoras

A Ministra da Economia, Empresa e Emprego, Patricia Franco, reconheceu que há preocupação com as empresas exportadoras da região de Castilla-La Mancha por conta da greve dos portos e pediu ao governo central que “tome as medidas necessárias” para evitar possível atraso nos embarques.

Franco reconheceu a incerteza em torno das empresas exportadoras da região, a exemplo do setor do alho, por conta da paralisia e bloqueio dos portos . “Espero que o Governo encontre a solução necessária, porque não podemos permitir que as exportações e grande parte do mercado interno, fique limitado por uma decisão de um grupo. Temos de ter  uma resposta e uma saída imediata “, defendeu Franco.

Com informações de El Digital Castilla La-Mancha